2 Novembro, 2008 – 7:59 am
HISTÓRIA
Desenterrar os mortos
e chupar seus ossos,
sugar seu mosto
de terra e sangue seco,
seu gosto secreto
de anos infindáveis,
seus arcos,
costelas,
arquitetura.
(…)
Se infeccionar com os mortos.
Triturar seus artelhos
De esponja ressequida,
Pintar de negro e noite
Os dentes e a saliva
E abandonar o sonho
Viva.
Muito viva.
O MURO
No muro de pedra
A pedra
O lodo
A hera.
O muro,
Um ovo que se quebra
Um touro na arena
Um livro contra [...]
Por charlesmallarme
|
Publicado em Uncategorized
| Tags:Arte, Brasil, Cidades, Cultura, Estados, Literatura, Pernambuco, Poema, Poesia, Poetas, Recife, Soneto |
2 Novembro, 2008 – 7:21 am
RIZOMA
Você deixou os instrumentos sob o sol rachando o som que penetrava rochas de cores escritas com o tato, você delirava considerando asteriscos num céu de areia hostil.
Os halos seguiram com os corpos, quebras de esquinas com o vazio do tempo nas narinas mornas do nômade, rimas taliban se dublam e enroscam como ramos, e [...]
2 Novembro, 2008 – 7:10 am
Colina acima
os pinheiros puseram em sentinela
seu exército de boddhisattvas.
A neblina caindo,
primeiro apaga a floresta,
depois a imagem no lago.
Um pássaro persistente
fez seu ninho no meio
da urze, e canta.
- nada vai tirar você de dentro de mim.
* * *
Um par de sobrancelhas
voa sobre o assalto aos sentidos
vindo da sua voz. Nua,
pelos quatro continentes da sala
desinvestindo a fala [...]
2 Novembro, 2008 – 6:58 am
A linguagem criativa de Guimarães Rosa
por Ricardo Soares
O centenário do nascimento (27 de junho de 1908) de João Guimarães Rosa, que neste 2008 transcorre, enseja refletir: se a morte, há quarenta anos, não distanciara os interesses em volta de sua obra, a centúria ora celebrada vem a confirmá-lo na galeria dos maiores escritores brasileiros. É [...]
2 Novembro, 2008 – 6:24 am
Jairo Pereira nasceu em Passo Fundo (RS) em 1956, mas reside hoje em Quedas do Iguaçu. Publicou vários livros de prosa e poesia, entre eles O Artista de Quatro Mãos (1992), O Antilugar da Poesia (1995), O Abduzido (1999) e Capimiã (2002).
POEMA ABSTRATO
Fiz um poema abstrato
de não se ver não pegar com
as mãos poema tipo [...]
2 Novembro, 2008 – 6:13 am
circunstância
o poema
é sempre um espetáculo
um pouco mais denso
vem de um tempo
longino
onde a memória perdia
o nome das coisas
e as pessoas eram
montarias do futuro
poeta interino
todo dia substituo um
cidadão de jeans san
dálias e cabelos gris
por um martelo e prego
sílabas no
branco da folha branca
cada pan cada
uma plêiade de me
mória e lixo
todo dia
revelo o bêbado ocioso
que nada
nada
nada
e sempre é um [...]
2 Novembro, 2008 – 6:00 am
Antonin Artaud. Um vagabundo do absoluto. Um homem cujo pensamento adere ao corpo como uma colante malha de dança. Profeta que passa suas palavras pelo crivo dos nervos. Um poeta cuja carne se faz poesia. Mago de uma magia da qual ele é, ao mesmo tempo, sujeito e objeto.
— Roger Vitrac
O ato dialogado O jato de [...]
2 Novembro, 2008 – 5:39 am
Grandes centros urbanos: espaço de choque entre exílio e diáspora
Maria Angélica Amâncio
.
1. Walter Benjamin e a capital do século XIX
Metal e vidro. Esses são os materiais que revestiram, construíram e enfeitaram Paris, a capital do século XIX, durante o Segundo Império. Com eles, renovam-se a arquitetura e a arte no antigo sentido grego. Coloca-se para [...]