Ilka Vieira [Rio de Janeiro – RJ]

Ilka Vieira, nascida e residente da cidade do Rio de Janeiro. Administradora de Empresas ainda em pleno exercicio de trabalho, reserva seus curtos momentos de lazer dedicando-se à poesia que além dela, escreve desde criança contos e histórias infantis. Publicou diversos artigos em técnica de treinamento para a área de saúde. Participou de alguns concursos literários, dos quais lhe honraram por brilhantes classificações. Escreveu Labirintos de Mulher em 2 volumes [livro virtual] editado pela Del Nero Bookstore.Maturidade
Ilka Vieira

Amadurecer
é um acúmulo de percalços,
mas é saber dos prazeres
e apostar cada vez mais na felicidade.

É um festival de vivências…
É sentir a tempestade
e se banhar na chuva.

Amadurecer é se saber só
diante dos experimentos
e poder optar 
em que estação saltar.

É ajustar o momento
sem coonestar…, sem se perder
das escolhas delineadas,
tão bem guardadas
para partilhar.

Amadurecer
é provocar um encontro
cara a cara com a vida
e, sem lástimas, levar dele 
a capacidade de reconstruir,
percebendo cada passo
das imperfeições.

Amadurecer é retemperar!

Larguei do Cais
Ilka Vieira

Larguei do cais…
Precisei embarcar sem doçura…
… não olhar pra trás…
… enaltecer a amargura,
arrepender-me jamais!

Larguei do cais
afogando meus sonhos flagelados…
… consumindo meus gritos reprimidos…
… transportando meu casco arranhado…
… rebocando sussurros não ouvidos…

Larguei do cais pré-condenada,
alvitrando erros cometidos,
tornando minha sentença invalidada,
por amor próprio compadecido

Alicerce Marinho
Ilka Vieira

Reinvade estas águas que 
obsecram pela tua moradia… 
Vem… 
Vem refogar teus temperos 
marinhos e embriagadores 
ao meu apurado paladar… 

Deixa que eu te descubra 
entre os mistérios 
da minha outra vida 
quando eu não marejava, 
apenas buscava-te pela minha secura 
em maré vazia… 

Refaz teu marco no meu fundo 
e apossa-se das minhas riquezas. 
Contigo não sofro 
o estalido da dor, 
cedo à tua tímida ternura 
lacrando minha correnteza. 

E antes mesmo que 
venha novamente guardar-me 
para o teu sonho mais lindo, 
abro-me para o teu repouso 
nos alicerces da 
nossa realidade: 
Tornei-me um oceano aberto, 
mas só tu cabes em mim…

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