Marilda Confortin

Marilda Confortin. Brasil. 1956. Asume el ser poeta no como una función especifica sobre si misma, sino como una manifestación vital de la mujer, elemental, profunda y solidaria, una comunión de unidad insustituible, su poesia alcanza fuerza para expandir su energia como un medio de liberar el espiritu. En sus denominados Poetrix, juega con las palabras en dos sentidos, es audaz y a la vez simpática (Lina Zerón - México). A escritora Marilda Confortin é uma brasileira. Para explicá-la e melhor explicar sua obra, devemos antes desvendar o significado de sua condição de cidadã de um pais tão cheio de particularidades como esse de onde ela vem. Pois o Brasil, creiam, é muito mais do que um pais. É um estilo de vida.(Joyce Cavalccante). Sou analista de sistemas, poeta, cronista e contista. Gosto de recitar poesias. Moro em Curitiba, tenho dois filhos e somos felizes.
Marilda Confortin. Brasil. 1956. Asume el ser poeta no como una función específica sobre sí misma, sino como una manifestación vital de la mujer, elemental, profunda y solidaria, una comunión de unidad insustituible, su poesía alcanza fuerza para expandir su energía como un medio de liberar el espíritu. En sus denominados Poetrix, juega con las palabras en dos sentidos, es audaz y a la vez simpática (Lina Zerón – México). A escritora Marilda Confortin é uma brasileira. Para explicá-la e melhor explicar sua obra, devemos antes desvendar o significado de sua condição de cidadã de um país tão cheio de particularidades como esse de onde ela vem. Pois o Brasil, creiam, é muito mais do que um país. É um estilo de vida.(Joyce Cavalccante). Sou analista de sistemas, poeta, cronista e contista. Gosto de recitar poesias. Moro em Curitiba, tenho dois filhos e somos felizes.

Hoje estou naqueles dias….

 

Dias em que o corpo

me castiga

por eu ter exercido

o poder divino

de me negar a dar à luz.

 

Estou naqueles dias

de terra amaldiçoada

que não fecundou

nenhuma semente

dentre as milhares

que foram plantadas.

 

Estou naqueles dias em que choro…

Como quando Ele se arrependeu

de nos ter dado ventres férteis

e inconseqüentes

e chorou,

chorou tanto que seu pranto

afogou todas as pragas que nasceram

nos dias que antecederam

aqueles dias de dilúvio

 

Hoje estou naqueles dias

em que Deus me usa

para abortar a humanidade.

Me deixe chorar, sofrer e sangrar só.

 

à flor da pele

 

nossas mãos enrijecidas

insensíveis ao toque

já não nos  provocam arrepios

 

nossos corpos

frascos vazios

 

o beijo no rosto

disfarça o desgosto

dos nossos lábios frios

 

não nos damos mais ouvidos

olvidamo-nos

 

nossos olhares suicidas

perdem-se

cada qual em seus vazios

 

perdemos o instinto

e os cinco sentidos

não fazem mais sentido

 

Ah! Quem diria

que nosso amor

tão à flor da pele

nem raiz criaria…

 

Mandado de busca e apreensão contra a Poesia

Procurem nos seguintes locais:

No calo dos dedos dos músicos,
No quadro negro das escolas,
No fascínio quântico dos físicos, 
Na placa do cego que esmola.

Procurem nos diários e discos rígidos,
Nos papiros, nas lápides dos túmulos,
Nas paredes dos banheiros públicos,
Nas gavetas e nos grafites dos muros.

Procurem nas pedras das cavernas,
Nos evangelhos apócrifos e escrituras, 
Nos templos, conventos e tabernas,
Nas democracias e nas ditaduras

Procurem nas celas e nos parreirais,
Nos campos de girassóis maduros,
Nos tercetos modernos e haicais,
No passado, presente e no futuro.

Procurem nos álbuns de fotografias,
Nos bares, museus, sebos e alcorões, 
E por último, revirem todas as livrarias,
Costumam escondê-la nos porões.

 

 

———-

 

Fonte: http://www.marildaconfortin.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1046411

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