LIVROS ELETRÔNICOS [de Marilda Confortin]

 

 

Marilda Confortin. Brasil. 1956. Asume el ser poeta no como una función especifica sobre si misma, sino como una manifestación vital de la mujer, elemental, profunda y solidaria, una comunión de unidad insustituible, su poesia alcanza fuerza para expandir su energia como un medio de liberar el espiritu. En sus denominados Poetrix, juega con las palabras en dos sentidos, es audaz y a la vez simpática (Lina Zerón - México). A escritora Marilda Confortin é uma brasileira. Para explicá-la e melhor explicar sua obra, devemos antes desvendar o significado de sua condição de cidadã de um pais tão cheio de particularidades como esse de onde ela vem. Pois o Brasil, creiam, é muito mais do que um pais. É um estilo de vida.(Joyce Cavalccante). Sou analista de sistemas, poeta, cronista e contista. Gosto de recitar poesias. Moro em Curitiba, tenho dois filhos e somos felizes.

Marilda Confortin. Brasil. 1956. Asume el ser poeta no como una función específica sobre sí misma, sino como una manifestación vital de la mujer, elemental, profunda y solidaria, una comunión de unidad insustituible, su poesía alcanza fuerza para expandir su energía como un medio de liberar el espíritu. En sus denominados Poetrix, juega con las palabras en dos sentidos, es audaz y a la vez simpática (Lina Zerón - México). A escritora Marilda Confortin é uma brasileira. Para explicá-la e melhor explicar sua obra, devemos antes desvendar o significado de sua condição de cidadã de um país tão cheio de particularidades como esse de onde ela vem. Pois o Brasil, creiam, é muito mais do que um país. É um estilo de vida.(Joyce Cavalccante). Sou analista de sistemas, poeta, cronista e contista. Gosto de recitar poesias. Moro em Curitiba, tenho dois filhos e somos felizes.

Nos últimos dias, andei assistindo palestras e debates sobre “Literatura e as novas mídias”. Os escritores que ouvi, Miguel Sanches Neto, Ricardo Corona, Luci Colin, José Castelo, Daniel Pelizari e João Paulo Cuenca, se dividem entre resistentes, desconfiados e entusiastas das novas mídias.

Eu que tenho um pé na tecnologia e outro na literatura, não me preocupo muito com o tipo da mídia, desde que a palavra continue cantada e decantada em verso e prosa para todo o sempre, amém. Estou adorando essa era multimídia.

Os radicais, afirmam que o livro de papel nunca vai acabar. Engraçado… tenho a leve impressão de ter conhecido alguém assim, quando escrevíamos nas paredes das cavernas. E acho que já li uma afirmação parecida com essa num rolo de papiro na biblioteca de Alexandria. Será que esses escritores ainda usam máquina de escrever para datilografar seus livros? Nada contra. Tem gente que gosta de sofrer.

Os desconfiados, dizem que na internet só tem porcaria e que só usam como fonte de pesquisa. Estranho…usam a internet para pesquisar porcaria? Lêem o que os outros escrevem, mas não permitem que ninguém pesquise seus textos? É, tem gente que acha que o papel garante a qualidade do conteúdo.

Um deles, disse que tem uma relação de fetiche com o livro de papel e por isso não acredita na evolução do livro eletrônico. Eu também pensava assim até que um dia fiz um pequeno teste: Coloquei sobre a mesa o livro “O senhor dos anéis” em papel e a lado dele, um desses aparelhinhos para leitura de livros eletrônicos com o mesmo livro carregado. Pedi para meus filhos escolherem. Deu a maior briga. Ambos queriam o ebook. Lembrei das inúmeras pessoas que procuram as bibliotecas públicas ou empresas que reciclam papel para doar bibliotecas inteiras de seus recém falecidos pais… ai meus queridos livros… nosso fim está próximo.

O livro impresso em papel tem menos de 500 anos. Não vai demorar mais que 30 pra mudar de recipiente outra vez. O mercado editorial está se mexendo, assim como aconteceu com o mercado da música, dos vídeos, da telefonia. E quem não se mexer, está com dias contados. As editoras e distribuidoras que não se espertarem vão falir, mas, os escritores e leitores sairão ganhando porque a tendência é que o acesso aos livros eletrônicos e bibliotecas digitais seja completamente patrocinado por grandes instituições, como já está acontecendo com blogs e sites culturais.

Empresas como Yahoo, Microsoft, Google, eBoockCult, Sony, Amazon, Panasonic entre outras, estão investindo pesado no mercado de livros eletrônicos. Além dos bons e não tão velhos PCs e Notebooks, vários dispositivos específicos para leitura de livros eletrônicos estão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados. Alguns modelos já estão a venda com apelos significativos como por exemplo: Compre nosso eBook reader e ganhe 100 livros clássicos de graça; Compre um livro e ganhe U$ 50 para gastar com outros livros; Compre nosso eBook e nós lhe damos serviço gratuito de banda larga sem fio e daí pra fora.

Para quem ainda não leu nada sobre esse assunto, vou mostrar algumas imagens e características desses ainda misteriosos e recém-nascidos dispositivos para leitura de livros eletrônicos.

 

Os eBook Readers pesam em média 250 gramas, medem aproximadamente 17 cmde altura e 15 cm de largura (tamanho de um livro normal), são revestidos por uma capa que imita a capa dura de um livro clássico, a tela é de mais ou menos seis polegadas, feita com uma tecnologia que não cansa nem agride os olhos e só consome energia quando você vira a página. Não precisa desligar o equipamento. É só fechar e largar na cabeceira da cama ou dentro da bolsa como se faz com qualquer livro de papel. Em uso, a bateria dura em média 6 horas. Por enquanto, comportam apenas 50 a 500 livros e possuem vários botõezinhos que fazem coisas interessantes, mas os mais utilizados são mesmo os de virar as páginas, o do índice de livros e o de aumentar o tamanho da letra (para quem já tem vista curta como eu, é ótimo).


Para aqueles que gostam de dialogar com o livro de papel interrogando-o, torturando-o com riscos e anotações, os eBooks mais modernos possuem uma canetinha mágica que faz tudo isso sem danificar a página e ainda cria marcadores para retornar às anotações e links para aprofundar a leitura.


Para quem viaja muito e fica preso em aeroportos, avião ou ônibus é uma beleza.

Imagine tirar férias e ir para a ilha do mel levando todos os seus livros preferidos? Ou ter que morar numa kitinete ou num quarto de hotel. Não seria bom ter uma imensa biblioteca na cabeceira da cama?

E como é que se carrega esse tal de eBook Reader? Com um cabo USB, igual ao que você usa para copiar arquivos para o pendrive ou descarregar a câmera fotográfica. E onde se compra o aparelho e os livros? Por enquanto, cada fabricante tem seu próprio modelo e sua própria editora. Você entra no site, compra o aparelho e os títulos, paga com cartão e baixa o livro como se fosse uma música, uma imagem ou um novo toque de celular. E o acervo? A Sony tem cerca de 20 mil títulos para venda e oferece mais de 100 gratuitamente. A Kindle anunciou que tem 90 mil títulos. O projeto Gutenberg oferece 20 mil livros eletrônicos de domínio público gratuitamente. Você também pode carregar seus próprios textos ou assinar os principais jornais e revistas. No Japão, já tem até um sebo virtual. E dá para emprestar livros também. Ele se auto apaga quando termina o prazo do empréstimo. E se cair, quebrar, molhar, estraga? Estraga. O livro de papel também estraga se molhar. O celular, a televisão, o notebook também. Mas o conteúdo do livro que você comprou, continua lá, no provedor para você fazer um novo donwload.

É claro que ainda tem muito pouco acervo traduzido para o português, que os dispositivos de leitura custam de 350 a 500 dólares, que os títulos custam de um a quinze dólares, que a indústria do papel vai resistir bravamente e que os escritores estão morrendo de medo do plágio e da pirataria. Mas, a revolução do livro eletrônico está só engatinhando. Tem menos de 10 anos de existência. Antes da metade desse século essa tecnologia estará mais segura, confortável e acessível até para nós, brasileiros. Tem quem aposte que o papel eletrônico ainda vai salvar a floresta Amazônica.

Cansado de ler esse artigo? Que tal pegar seu eBook e se distrair com um jogo ou um filme? Ou rever as fotos da família? Ou colocá-lo embaixo do travesseiro e dormir ouvindo uma música bem relaxante?

Se a evolução dos livros de papel para eBooks é uma coisa boa ou ruim, eu ainda não sei. O que sei é que quem gosta mesmo de ler, vai continuar lendo e escrevendo em qualquer dispositivo, em qualquer lugar, em qualquer tempo.

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Extraído de: http://www.iscapoetica.blogspot.com/ 

One Comment

  1. Tonicato Miranda
    Posted 4 novembro, 2008 at 6:30 am | Permalink

    Prezada Marilda,

    Grande e triste visão, poeta.

    Digamos triste porque estamos apegados aos livros como a tinta está presa ao papel. É duro ter de reconhecer que o tempo passa para todos, até mesmo para os objetos, signos e costumes.

    Esta sua visão é mais do que cabal, ela é a despedida do nosso mundo animal. Cada vez mais vamos nos afastando do bucólico, do vegetal, do snsitivo tradicional. Somos outro tipo de bicho agora, somos bicho tecnológico. Da escravidão dos livros passamos para a escravidão do olhar. Se antes nossos dedos serviam para virar páginas, agora servem apenas para auxiliar o olhar. E nunca a visão foi tão importante como agora. Temo apenas pela radiação nesta sua visão incrível do fim da era gutemberginiana impressa.

    Mas como você diz “…quem gosta mesmo de ler, vai continuar lendo e escrevendo em qualquer dispositivo, em qualquer lugar…”
    Perfeito. Dizer mais é construir abrobrinhas virtuais. De nada servem e fazem um mal danado. São indigestas.

    Parabéns pelo artigo. Sou igualmente fã da sua lucidez. Da sua poesia, então, babo minutos de prazer. São belas, surpreendentes, mexem-me mais do que os dentes, animam meu coração.

    Grande abraço.
    TM


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