LAU SIQUEIRA

 

LAU SIQUEIRA — nasceu em Jaguarão-RS, no 21 de março de 1957. Publicou seus primeiros poemas na coluna do Bric-a-Brac da vida, do Jornal Correio do Povo, onde trabalhava o grande Mário Quintana. Sua vida literária, no entanto, começou a tornar-se mais conhecida depois que foi morar na Paraiba, há 22 anos. Adepto do movimento arte-correio, o poeta imprimia seus versos e poemas visuais em aerogramas, distribuindo-os pelo pais. Publicou em revistas, suplementos, fanzines e folhetos literários do Brasil e do exterior. Em 1993, em parceria com a contista Joana Belarmino, lança “O comicio das veias”, pela editora Idéia-PB. Em 1998, pelas edições Trema (selo criado pelos poetas José Caetano, Antônio Mariano e André Ricardo Aguiar) lança “O guardador de sorrisos” e recebe o prêmio Dom Quixote de Literatura, oferecido pelo Jornal “O Capital”, de Aracaju-SE. Em 2002, lança “Sem meias palavras”, também pela Idéia Editora e é incluido na antologia “Na virada do século – poesia de invenção no Brasil”, Editora Landy-SP. Anualmente tem seus poemas publicados pelo Livro da Tribo, Editora Tribo-SP. Possui o blog “Poesia Sim” e uma comunidade homônima no Orkut. Sua poesia encontra-se amplamente difundida na internet.

LAU SIQUEIRA — nasceu em Jaguarão-RS, no 21 de março de 1957. Publicou seus primeiros poemas na coluna do Bric-a-Brac da vida, do Jornal Correio do Povo, onde trabalhava o grande Mário Quintana. Sua vida literária, no entanto, começou a tornar-se mais conhecida depois que foi morar na Paraíba, há 22 anos. Adepto do movimento arte-correio, o poeta imprimia seus versos e poemas visuais em aerogramas, distribuindo-os pelo país. Publicou em revistas, suplementos, fanzines e folhetos literários do Brasil e do exterior. Em 1993, em parceria com a contista Joana Belarmino, lança “O comício das veias”, pela editora Idéia-PB. Em 1998, pelas edições Trema (selo criado pelos poetas José Caetano, Antônio Mariano e André Ricardo Aguiar) lança “O guardador de sorrisos” e recebe o prêmio Dom Quixote de Literatura, oferecido pelo Jornal “O Capital”, de Aracaju-SE. Em 2002, lança “Sem meias palavras”, também pela Idéia Editora e é incluído na antologia “Na virada do século – poesia de invenção no Brasil”, Editora Landy-SP. Anualmente tem seus poemas publicados pelo Livro da Tribo, Editora Tribo-SP. Possui o blog “Poesia Sim” e uma comunidade homônima no Orkut. Sua poesia encontra-se amplamente difundida na internet.

circunstância

 

 

o poema 

é sempre um espetáculo 

um pouco mais denso

 

vem de um tempo 

longino 

onde a memória perdia 

o nome das coisas

 

e as pessoas eram 

montarias do futuro

 

 

poeta interino

 

 

todo dia substituo um 

cidadão de jeans san 

dálias e cabelos gris 

por um martelo e prego 

sílabas no 

branco da folha branca

 

cada pan cada 

uma plêiade de me 

mória e lixo

 

todo dia 

revelo o bêbado ocioso 

que nada 

nada 

nada 

e sempre é um rosto e 

um nome ensacado em 

minha pele

 

(…)

 

 

figos maduros

 

ai de mim 

com essa figueira crescendo dentro 

sem saber direito o momento da poda 

ou da colheita

 

ai de mim 

que não entendo de árvores que não com 

preendo direito o que elas dizem o que fa 

zem como agem na hora do corte e 

depois 

na transcendência das figueiras

 

nem sei se a casca 

grossa no caule leitoso 

com o tempo terá uma 

fibra impermeável

 

ai de mim 

que percorro a mansidão invisível 

como um galo cumprindo o ofício 

das manhãs

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Extraído de: http://www.revistazunai.com/poemas/lau_siqueira.htm

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