Daily Archives: novembro 3rd, 2008

TONICATO MIRANDA

A Voz da Rã   Começo o ano com Janis Joplin começo o ano com saudades minhas e da goela dela reverberando no meu peito nos botões da camisa, nas pregas das linhas fechando-me o sangue nas veias do coração   “Summertime” não é deste mundo uma lápide de mármore dura e branca Janis quase […]

A ARMADILHA [de Murilo Rubião]

  A armadilha   Murilo Rubião       Alexandre Saldanha Ribeiro. Desprezou o elevador e seguiu pela escada, apesar da volumosa mala que carregava e do número de andares a serem vencidos. Dez.     Não demonstrava pressa, porém o seu rosto denunciava a segurança de uma resolução irrevogável. Já no décimo pavimento, meteu-se […]

O HOMEM QUE SÓ TINHA CERTEZAS [de Adriana Falcão]

  O homem que só tinha certezas    Adriana Falcão       Nem o homem feliz de Maiakovsky nem o homem liberto de Paulo Mendes Campos, resolvi imaginar outra improbabilidade. Digamos que aparecesse agora, justo aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, mais exatamente, bem aí na sua frente, um homem que só tivesse […]

MANUEL BANDEIRA

Origem: http://www.releituras.com/index.asp     O último poema Manuel Bandeira   Assim eu quereria meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos […]

JOÃO BATISTA DO LAGO

Origem: http://www.cuadernodepoesia.org/J.B.do_Lago_poemas.html / http://www.cuadernodepoesia.org/Joao_Batista_do_Lago.html / http://www.cuadernodepoesia.org/excelsus.5.html   © De la traducción: Isabel Mercadé A CARNE   Há monstros!  Monstrengos há! Seus caninos afiados  feitos presas de javalis  vislumbram o ataque fatal. Mas, depois de devorada a tartaruga  percebem o grande mal que a si fizeram:  suas carnes estão sendo comidas  pouco-a-pouco são corroídas  nos palácios dos seus ancestrais. […]

UMA POÉTICA ONDE A INVENTIVIDADE ESTEJA SEMPRE PRESENTE

Origem: http://www.revistazunai.com/entrevistas/fernando_aguiar.htm ##########     Por Joaquim Palmeira   “O eixo da minha poética anda em torno do verbal e do visual, de preferência interligados, com todas as possibilidades que essa junção permite. O verbal potencializado pelo visual ou o visual valorizado pela verbalidade constituem um interminável campo em exploração. E se acrescentarmos todas as técnicas […]