LUAR DO RIO [de Mário de Andrade]

Luar do rio

 

Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, romancista, critico de arte, folclorista, musicólogo, professor universitário e ensaista brasileiro. Em 1922 participou ativamente da Semana de Arte Moderna, que teve grande influência na renovação da literatura e das artes no Brasil. Seu segundo livro de poesias, Paulicéia Desvairada, publicado no mesmo ano, marca para muitos o inicio da poesia modernista brasileira. Durante a década de 1920 continuou sua carreira literária, ao mesmo tempo que exercia a função de critico musical e de artes plásticas na imprensa escrita. Em 1928 publicou seu romance mais conhecido, Macunaima, considerado por muitos como uma das obras capitais da narrativa brasileira no século XX.

Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, romancista, crítico de arte, folclorista, musicólogo, professor universitário e ensaísta brasileiro. Em 1922 participou ativamente da Semana de Arte Moderna, que teve grande influência na renovação da literatura e das artes no Brasil. Seu segundo livro de poesias, Paulicéia Desvairada, publicado no mesmo ano, marca para muitos o início da poesia modernista brasileira. Durante a década de 1920 continuou sua carreira literária, ao mesmo tempo que exercia a função de crítico musical e de artes plásticas na imprensa escrita. Em 1928 publicou seu romance mais conhecido, Macunaíma, considerado por muitos como uma das obras capitais da narrativa brasileira no século XX.

Olha o balão subindo!

 

Mas quem foi o louco varrido

Que em novembro se lembrou de o soltar!

 

– É o luar, é o luar!

 

E este céu cor-de-cinza,

E este mar cor-de-prata,

E o Cristo do Corcovado!

Olha! parece um palhaço,

Parece um filósofo, parece até Cristo mesmo

erguido no altar?…

 

E estas minhas mãos inquietas,

E o vento alcoolizado,

E as carícias das ilhas…

 

E as narinas cheirando ofegantes,

E essa vela das praias do norte,

E um desejo de falar besteira,

De dançar por aí feito maluco,

Esquecido de amar?…

 

É o luar, é o luar!

 

Mário de Andrade

(1893-1945)

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