Daily Archives: novembro 9th, 2008

CARLOS PENA FILHO

Guia prático da cidade do Recife     No ponto onde o mar se extingue E as areias se levantam Cavaram seus alicerces Na surda sombra da terra E levantaram seus muros. Depois armaram seus flancos: Trinta bandeiras azuis Plantadas no litoral. Hoje, serena, flutua, Metade roubada ao mar, Metade à imaginação, Pois é do […]

DÉCIO PIGNATARI

Eupoema   O lugar onde eu nasci nasceu-me num interstício de marfim, entre a clareza do início e a celeuma do fim. Eu jamais soube ler: meu olhar de errata a penas deslinda as feias fauces dos grifos e se refrata: onde se lê leia-se. Eu não sou quem escreve, mas sim o que escrevo: […]

ABILIO MACHADO

“Eu sou um cara que ama incondicionalmente” Pouco de mim (Poeta ha, Abilio Machado. 160808)   Passou-me o tempo Nas linhas dos dias Eu era assim meio solto Levado, correndo nu … Pelado! Agora estou mais velho Conciso de que vivi Pleno de que minha caneta É e sempre foi… Por mim! Nas palavras que […]

O HOMEM QUE RUMINAVA DÍVIDAS NO FUNDO DO QUINTAL

O homem que ruminava dívidas no fundo do quintal © DE João Batista do Lago   ali estava ele sentado se guardando de todos os males ali estava ele bem no fundo do quintal ruminando dívidas dívidas de vidas todas divididas no espectro funeral daquele homem então morto de tantas vidas devidas de divididas dívidas […]

CESAR TEIXEIRA

Cesar Teixeira – Shopping Brazil   Data de Publicação: 29 de novembro de 2005 Índice Texto Anterior Próximo Texto  Por: Alberico Carneiro  Em princípio, por sensibilidade ou emotividade, todos os seres humanos são poetas ou artistas em potencial. Nem todos, no entanto, transmutam esse frenesi da vida interior, tocados pelo amor ou pela paixão que o universo e […]

TORQUATO NETO

“Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (…). Quem não se arrisca não pode berrar.” Vida e obra   Torquato Neto era […]

MARANHÃO SOBRINHO

  Sóror Teresa Maranhão Sobrinho     …E um dia as monjas foram dar com ela   morta, da cor de um sonho de noivado, no silêncio cristão da estreita cela, lábios nos lábios de um Crucificado   Somente a luz de uma piedosa vela ungia, como um óleo derramado, o aposento tristíssimo de aquela […]

Maria Bethania ‘ Carcará ‘ 1966

PORTOPOESIA