CONTO: Almoçando a melhor amiga

Almoçando a melhor amiga

Por Rutilla Mountfort

Atendi ao telefone com os olhos fechados, e do outro lado estava ela, minha melhor amiga, nos conhecemos há muito, somos ouvidos um ao outro. Acordou-me para que mais uma vez juntássemos panelas, como estava faminto naquele domingo estranho que não fazia frio e tampouco calor, topei e em poucos minutos estava na cozinha dela com os papos loucos que sempre temos, divagando, nossos flertes nunca passaram das palavras.
Íamos fazer uma comidinha trabalhosa ‘madalena do nordeste’, começamos os preparos regados a café, e os filhos não estavam disse-me, o adolescente fora jogar futebol e o mais velho estava no turno da manhã no trabalho.
__ Acho que este almoço não vai presta… – ela disse.
__ Por quê? Falta alguma coisa? Ainda dá tempo de ligar a um dos meninos e pegam no supermercado…
__ Não é isso… E que está me dando um calor… – e me agarrou, me encoxando enquanto eu desfiava o charque.
__ Ta querendo isso aqui é? – e mostrei uma das raízes de aipim a ela, que já estavam cozidas e prontas para moer no processador.
__Uhm, não fala isso…
Ficamos na bagunça, e os alimentos ganhando cheiro e forma, colocamos tudo na assadeira e ambos ficamos na mesa, preparando as coisinhas da salada verde…
__Sempre sonhei que me jogavam sobre a mesa e faziam-me de gata e sapato…
__Como? Assim? – E peguei-a pelos ombros e virei para mim, impulsionei-a sobre a mesa, ela parecia mais linda, me abaixei um pouco e voltei carregando suas pernas nos meus ombros ao mesmo tempo em que minhas mãos lhe arrancavam a calcinha sob aquela saia longa que fez seu tecido ficar entre nós… Segurando suas pernas por trás dos joelhos, passeei com minha língua na suas nádegas, em seus lábios já úmidos naqueles pelos aparados, mordi de leve seu clitóris e ela gemeu…
__Você é louco…
Apanhei o jarrinho de mel e despejei sobre ela, aquela pele branca ficou com os pelos alourados pelo doce e lambi cada pedacinho, onde havia mel minha língua foi desbravadora, ela mexia-se como uma serpente e minha língua não parava… Quando voltei a morder seu clitóris senti seus espasmos de gozo, forte e ela ficou ofegante, disse que não parasse que juntasse o tesão de novo…
Em mim explodia a virilidade, meu agasalho estava todo saliente, eu sentia aquele pulsar. Baixei sentindo ele cair aos meus pés, ainda estava de cueca e puxei-a ao lado e soltei pela perna dela meu mastro duro, imponente. E brinquei na abertura rósea de sua vagina, nada de penetrá-la ainda… Ela gemia com a pontinha na sua entrada.
__Vai, não me deixe assim…
__Traz o gozo, só me avisa quando for gozar. – deite-me sobre ela e lambi seus mamilos, mordi seus biquinhos e ela contorcia-se querendo mais de mim nela…
__Sádico… Me dá vai?
__Aproveita e goza mulher, liberte-se, deixe vir, use seus músculos, sua mão vai ataque com sua mão…
E assim foi. Eu só com a pontinha de meu pinto ali e ela colocou sua mão na sua secreta gaveta há cinco anos sem visitas masculinas… Seus dedos mexiam, alcançavam de vez em quando meu poste duro ali e voltava a masturbar-se e seu corpo foi crescendo, crescendo e começou a urrar…
                      .
__Vem, agora…
Esperei mais um pouco, ela gozou e quando começou seus espasmos, eu penetrei, coloquei tudo lá dentro naquela maciez e quentura e o corpo dela enrigeceu dando um espasmo tão grande que senti seus músculos apertarem meu pinto lá dentro com força, e estremeceu, dava pequenos estremecimentos entre as respirações fortes… E meus movimentos começaram agora todo recolhido, saia e entrava, ora forte e ora vagaroso, voltava a ficar só na pontinha e logo me arremetia fazendo os pelos entrelaçarem neste gozo eu mordi seus mamilos na hora em que gozava e ela gritou como nunca a ouvi gritar… Puxei-a para mim e nos abraçamos, ela com parte dela na mesa e o resto sentado em mim…
Escutei os estalos da comida e fui abaixar o forno depois de uma sondadinha, quando me aproximei ela me surpreendeu e me empurrou sobre a mesa, eu fiquei de costas a ela, senti que agora o mel era derramado em mim, ela abaixada veio subindo com a língua em minhas pernas, sua língua avançou pela minha divisa de nádegas e foi abrindo fronteiras, achou meu pequeno apertando-se de tesão e ali ela brincou enquanto a mão agarrava meu pinto e virou-me de surpresa e meteu-o todo duro dentro da jarrinha e o trouxe para fora gotejando mel e abocanhou-o todo e foi expulsando-o da garganta, sentia-me ficar pequenino e logo crescer tamanha maestria bocal da loira… Me masturbou com os lábios, fazia encostar minha glande no céu da boca, eu delirava recebendo aquela masturbação e o dedo a avançar o meu segredo, entrava e saia de mim e eu enlouquecido, fiz tremer minhas pernas e ela retirou a boca de mim, e seus dedos me penetraram mais profundos e o jato subiu, esguichos pelo rosto dela, pelo meu peito, o fôlego a ser recuperado e as mãos maravilhosas a esfregarem meu esperma pelo rosto e pelo meu corpo, seus dedos ainda ficaram mais um pouco em mim enquanto ela me masturbava e sugava o que restava para sair, a sentiu meu buraquinho a apretar seus dedos e ela a me abocanhar assim, fomos nos recompondo aos poucos, primeiro se retirou de meu segredo e depois a boca saiu do pênis para a minha boca num beijo agradecida…
Logo barulho de carro na frente, nos arrumamos de novo e logo  pela porta da sala à cozinha o filho mais velho entrava…
__Oi vocês… Que loucura vai ser de almoço hoje? – Perguntou…
__Madalena do nordeste… – Disse ela.
__Parece bom… Vou tomar banho e já volto.
__Pode ser, aí dá tempo de seu irmão chega e…
__Ele está dormindo no meu quarto por causa da goteira da chuva passada… Eu dormi na sala…
Ele saiu e nos olhamos, será que o adolescente tinha visto ou notado algo?
__Quer dizer que o prato principal é “Pintos ao forno”? – Cutuquei venenoso…
__E de sobremesa?! “Pregas ao palito” foi bem melhor não?!
__Uhmm… Os dois pratos foram bem servidos, não é?…
Rimos muito daquilo tudo… E tivemos outras aventuras juntos em outras ocasiões, mas a primeira vez que almocei minha melhor amiga foi ótimo.

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Poet Ha Abilio Machado

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