FILOSOFIA: Jairo Pereira

De Como a Protonathural Aconteceu na minha Vida

Jairo Pereira*

A protonathural philosophia estética me aconteceu numa noite de ventos intrafluxors uma noite assim como te digo riscava fósforos riscava por riscar fósforos e haviam aglomerações minerais vegéticas ciscos presos na teia antiga da aranha absoluta mariposas revistentes sob a luz do lampião aconteceu porque devia acontecer com seu jeito estranho de existir amar e compor não exige nada e tudo ao mesmo tempo é (conceito) sobre todas as coisas veio pronta nas intenções de aproveitamento nada perde eis que não deve nada a ninguém a protonathural me atirou setas escusas e fui absorvendo-a primeiro o tesouro do ímpeto selvagem depois a espiritopéia chegada junto o espírito agregado aos objetos o espírito que não quer ficar só sempre no mesmo lugar e sacode a relação sujeito x objeto x subjeto é de se conduzir as vespas límias todas para surtir as inaugurações silenciosas da razão e da des-razão a protonathural me acidenta acidentes felizes na criação fósforos riscados pra dentro fósforos no escuro do conhecimento a arte não é processo de conhecimento a arte é processo de auto-conhecimento a arte não tem processo não tem desiderato não tem proposta planos postulados a protonathural veio como criança e bateu à minha porta a vi quando abri a janela no sótão os signos começaram a correr pelo chão transfuziar no espaço reservado ao poético a protonathural não tem origem sexo cor finalidade chega e se estabelece anárquica em ato vira os objetos de cu pra cima e ilude o prestidigitador os cardumes lêmptos dos signos corridos atrás na frente e ao lado do pensamento ali dentro daquelas pedras antigas nos amplos paredões crescidos do deserto a aparição repentina da palavra a palavra em ser apta as sãs inaugurações do espírito a protonathural também nasceu assim nos veios escondidos das pedras modus de plena excitação o fazer que se habilita crescer as imagens no tempo no vento era apenas uma libélula azul sobre o lago estagnado apenas uma libélula azul heliciclópica na tez de águas paradas destinei-a aos horizontes da não-razão um corpo lúmino no pântano niferquente do nada fazer não pensar não sonhar estádio onde o pensamento nada repercute explicita compõe uma libélula é de crescer todos os dias símbolo do letárgico quando o espírito dá uma trégua ao agente protonathural não hei de ser tomado pelos estados de não-dizer não-fazer não-consagrar estar estando no processo um vício rastrear os signos levantar suas nathurezas combinar significados um vício a razão inconformada com o pré-fundado um vício crescer o olho que vê sobre o micro-macro significador um vício estender a língua ao chão para colher protopólipos microalimariazinhas tresenquiras desconhecidas registrá-las em casa depois da meia-noite quando os filhos dormem o sono dos justos dos puros um vício andar pela tangente assombrar a conformação do pensar com golpes de catanas de bambu a protonathural só usa armas lascadas lagartas por dentro vespas circundantes

por fora fungos musgos agarrados ao vegético a protonathural acidenta acidenta acidentes estranhos pisar descalça sobre os espinhos comer mamão no pé arrotar refrigerante feito com a água da fonte e gás do vento trepar nas árvores comer com as mãos nuas atropelar o tempo o vento nadar com os peixxxxxeeeeeeesssssssssssssssss  no rio voar com os pássaros no mais alto do céu  descer às tocas fundas com os roedores  a protonathural é entendida

pega aqui dum jeito e devolve de outro dentes a mais na arcada dentária do prototapir caules trifurcados na palmeirinha canto arrevesado no alto do cedrilho plumagem inédita no filhote de arara vermelha

a protonathural transdota as coisas e pasce singela nos campos do saber quem é de conhecê-la conhece redescobre-a nos pós do chão quem não é de conhecê-la deriva sonhos inaproveitados intenções perdidas de contra-favor a protonathural philosophia estética é do início e do fim dos tempos a super-anárquica em ato a que destripa o passarinho pra mostrar a pedra na vesícula

a que faz do sujeito objeto e do objeto subjeto e da relação monada flutuante e bela estalo na tarde de verão depois das três depois das seis acontece no tempo no vento não manda recados não planeja combina arranja a composição apenas induz aos saltos mortais na tez da lagoa morta onde as libélulas caçam mosquitos não era pra acontecer e aconteceu em minha vida uma philosophia de carregar no bolso uma philosophia como gillet g dois um creme dental um pente comum algo para levar contigo aos quantos cantos o Brasil não tinha philosophia estética agora tem a casa não tinha sapos vesgos agora tem a academia não sagrou os bons pintores agora sim nas telas invertidas de lugar o acidente dos sentidos pinturas feitas à noite sem a luz dos lampiões só o gesto mecânico das mãos no empunho dinâmico dos pincéis o Brasil teima em não reconhecê-la porque fui eu quem a (pasme!) identificou na nathureza uma monada pulsante com os grilos as jias no banhado uma monada pulsante incriada e muda uma monada a protonathural mentindo para si mesma que não existia ali sob meus pés não era nem de se pescá-la fisgá-la como se faz com os peixes apenas absorver os feixes de luzes azuis que emanavam de seus dínamos comprimidos dínamos micro-usinas de cabos fios retentores condensadores invisíveis a coisa foi crescendo com o tempo o vento o simples que se habilita a vencer o complexo a protonathural tem interesses específicos!? Nada disso trafega ao acaso flor jogada pelas ondas do mar em dia de Iemanjá uma flor vertida dos chãos desconhecidos que desconheci e todos hão de conhecer uma razão nathural que se projeta no tempo no vento acompanha teus próprios passos salienta tuas qualidades te consola quando estás triste viaja contigo para todos os lugares inventa partidas vencidas fala consigo mesma ilude as crianças e loucos de todo gênero põe abaixo os maus-governos e canta do topo da montanha os mais belos cantos de enganar o tempo a protonathural é universo paralelo dentro do mesmo universo que vivemos disputa com o criador a macro-criação forja elementos novos no sistema troca peças inverte de lugar os eixos desnucleariza a significação e inova nas relações não é mais de se dar as mãos nos encontros de amigos se dar os pés os pés sujos do barro pisado dos pós dos caminhos os pés cartografados de real real apto à partida para o não-real o não-nathural de primeira vista aquilo que o espírito na espiritopéia que realiza almeja projeta soluciona amigos haverão de se dar os pés os pés nos gabinetes refinados dos espíritos os pés nas cerimônias de casamento os pés nas assembléias elevadas do espírito os pés com suas incrustações nathurais nos solados pedras de todos os caminhos cacos de vidro espinhos acentos asteriscos símbolos signos sinais um mapa traçado do teu destino os pés o mapa traçado do teu destino ninguém era de esperar uma philosophia assim nascida dos pés dos pés nus sobre a terra molhada pelo orvalho da manhã os pés nus atolados no lodo na beira do rio os pés mosqueados de verdes musgos limos de subir nas árvores os pés nos desertos asfaltos da razão os pés a serviço do deserviço os pés vocacionados aos espinhos do chão uma philosophia assim de pés no chão é que identifiquei cresci emergi submergi nacional nos fins protoimaginados do não-ter fins uma philosophia de força de investimento nos atos fatos pensamento quando o agente dorme e a vida continua nas sãs inaugurações do espírito riscava fósforos riscava por riscar muitas caixas riscadas de vento a favor e contra noites de quantos quartos-minguantes!? Riscava fósforos e a revelação aconteceu uma libélula um lago de águas paradas solidão de terceiro-mundo palavras atiradas ao vento perdidas no tempo mosquitos de sobreaviso riscava fósforos esquecia transferia os vícios da fala para a nathureza riscava fósforos pisava o barro das margens do lago via os patos em vôos rasteiros aglomerar significâncias os anuros alarmados em saltos ornamentais as ecliptônias de insetos línphitos sobre as águas via sentia vertia em rotações inusitadas pronto a protonathural acaba de nascer como girino de sapo ancha de sóis e luas no ventre no ventre um prosseguimento e outro outro pra nunca mais acabar

expandir no tempo

no vento

na embalagem de chiclet’s a protonathural

nas embalagens das paçoquinhas de amendoim das balas ela a protonathural philosophia estética de braços dados com a contradição e a loucura des-sacralizada a contradição que mistura elementos contrários contradição que adiciona pós desconhecidos na margarina contradição que brinca com as sentenças sérias inverte conceitos cria eclipsemas desafiadores e dorme junto sem pagar aluguel contradição a amiga do peito a agregada parasita a que investe nos objetos quando estão sonertes contradição a que ilude o agente artístico flerta com os defeitos de significação e esconde-se do pintor por trás dos quadros contradição a louca proscrita que vive no olhar do philósopho contradição contradição espelho que reflete outro espelho jogos de espelhos no espaço da razão a protonathural não vive sem agregados parasitas nathurais encostos físicos na coisa encostos vindo para ficar a protonathural é dada como as putas a mais dada das philosophias complica o fácil e facilita o difícil transa com a gramática anda sempre nua pelas ruas tem algo de anormal com a poesia economiza o pensamento elevado joga livre e franca a protonathural bem lembrado atua em muitas direções joga em todas as posições está com os ovos nos ninhos as sementes nas covas rasas nos atómos subterrâneos está na casca das árvores no sopro do vento nos pingos da chuva nos gases esparsos na atmosfera a protonathural finge de morta quando convém dorme sempre com um olho aberto e inventa imagens de filmes nas paredes do quarto a protonathural nasceu pra ser genuinamente brasileira inscrita no fumo de corda rural campônia aventureira urbana cyberóide e espacial a protonathural forja encontros impossíveis mente para si própria cria almas/signos no fundo do quintal confabula com entidades estranhas levanta cedo e dorme tarde a protonathural é meio de entender não entendendo instrumento de conhecer não conhecendo philosophia de carregar não carregando a protonathural só existe no pensamento extensão da extensão no vento no tempo um acidente no início meio fim do caminho um acidente feio e libertino um acidente a razão inscrita na folha da bananeira a razão mais brasileira a razão altiva que guarda recursos pra depois a protonathural não encontra parentesco é plena holística e potencial a protonathural se estende conforma suspende as intenções de acordo com a necessidade a protonathural está nos formões machucados dos artesãos na grafia insegura de certos desenhistas está nas tintas desprestigiadas do pintor de aldeia nas notas dissonantes do músico de beira de estrada está em tudo e todos

a protonathural é humana e franca como a saliva

a protonathural é quem causa intriga entre os sábios da assembléia é quem flerta com os peixes no fundo do rio é quem lamenta o choque dos astros é quem rasteja com os lagartos ao sol a protonathural é extensiva lídima plural no meu composto de versos evita as referências come sozinha atrás da porta e coça o pêlo dos cachorros um vatícinio estava escrito no pé do cedrilho um vatícinio que eu ia terminar protonathural um dia

um vatícinio no pé do cedrilho inscrito/escrito com as unhas de felinos

primeiro o ímpeto a te tomar pulsar o corpo acelerar as tentações depois as estruturas simples recrescidas no espaço objetos sobre objetos trançados enliados nos abrangentes de significação o olho que vê desvê transvê objetos transferentes de muitas leituras

feéricas as imagens transferentes ante seus olhos fixos um olhar fixo vê desvê transvê o que não pára transverbera luminesce expira no espaço

a protonathural não precisava nada disso só os pés no chão o ímpeto revolucionário o código como uma caixinha de fósforos fósforos riscados a qualquer hora da noite do dia fósforos riscava fósforos riscava concebia mundos na ponta dos palitos riscava fósforos místicas investidas na chama regredida riscava fósforos fósforos de minhas verdades transfinitas fósforos a chama do ímpeto recrescido o ímpeto nunca esmorecido vozes internas nascidas para um mesmo fim

:recriar a criação:

recriar turbinar as emoções verdadeiras dotar o objetário particular com as almas das almas consternecidas almas prendidas no fundo escuro do eu

tuas peças de compor eclipsemas simples tuas peças sobre peças compostos sobre compostos estruturas de enganar o tempo forjar paralelos no vento tuas peças modulos semióticos de muitas faces modúlos de infinitas combinações signos sobre signos símbolos sinais alardeados na significação presunçosos de sóis a protonathural translude as coisas comportadas

a protonathural aventura na estrada

antropofágica

antropomística antropocêntrica antropoideática a protonathural nasceu pra ficar pra sempre em tua vida vida o tempo o espaço o vento os sopros as semeaduras de signos novos os levantes de linguagem a telecinese reprisada

ventos de contra-favor objetos em redemoinhos doidos

onde encontrar depois os laços as hastes consagradas os liames com o real!?

Prototípica a protonathural espalha seus tentáculos pelos caminhos enreda

:aranha absoluta:

insetos pedras asteriscos símbolos

a protonathural nascida de fósforos riscados

fósforos em noites nefritantes de esplendor

um poeta risca fósforos na noite fúrnica

um poeta de força de investimento nos fatos atos pensamentos

um poeta insetos cavalos peixes centauros faunos florais essências estranhas coincidências

um poeta e a palavra aberta

a palavra como haste vegetal no campo

haste no campo na terra fresca a palavra recém-nascida não é de se odiar os passarinhos

não é de se abrir para os silêncios de terceiro-mundo

uma palavra anima e repercute no tempo no vento

ser protonathural contra toda estupefação alheia

protonathural artífice de sendas novas caminhos de muitas veredas irrepetidas o poeta não pode deter caminhos caminhos

o poeta vagar a esmo como fazem os passarinhos sem

ninhos

a protonathural inventa de inventar o que não permite invenção

dissecar o canário terra morto com um grão de trigo envenenado

a protonathural nos pingos da chuva ácida

Deseivathore’s XT 7500

uns goles de chuva ácida pela manhã

umas móleculas de haga dois ó com infiltres químicos aleatórios

o escrutínio persiste no tempo no vento a protonathural brinca de enganar o tempo

há protopólipos no chão protopólipos repartidos entre os pós

uma coisa que cerca outra coisa e agrega e conforma

e estrutura

estrutura sobre estrutura colmos de taquara sobre colmos de taquaras uma totalidade no ar no espaço uma totalidade térrea aglomerada de ínfimas construções uma totalidade a protonathural desobjetivada na consciência

grãos de grãos que se habilitam a vencer o tempo o vento pós sobre pós estrias sobre estrias retículas ranhuras nódulos crescidos os esteios pragmáticos

pragmática a protonathural bebe uísque com os americanos é comportamental semiótica e espacial

tuas coleções de signos coleções de sentidos guardados nas palavras sentidos guardados nas imagens fílmicas sentidos no dentro das amêndoas

sementes achadas no chão da floresta

signos coleções de vespas repentidas não se dominam vespas não se dominam insetos para o tiro

a protonathural é anfíbia anímora e mal-educada inventa palavras novas para compor os dicionários

de uma libélula azul faz heliciclópica construção no tempo no vento

de um lago morto um oásis de signos de uma conformação um plus de ímpeto

a protonathural tem solução pra tudo

bebe chás de muitas ervas prepara tintas na mata identifica ventos faz prognósticos antecipa acontecimentos um baralho de muitas cartas

tranças de muitos terços alma de muitos signos em transfunção

a protonathural anima e reconstrói

imita transfigura  e reflete

reflexo do reflexo do reflexo uma palavra refletida na outra outras variantes de um mesmo verbo significados imprecisos em busca de um significador

não é de esquecer que a protonathural é isso você poeta vertido de macrosignificador

macrosignificador da tuas verdades improscritas

o poeta é o macrosignificador de suas verdades improscritas a protonathural patrocina tua loucura no mundo dos signos a patrocinadora universal uma philosophia nascida no charco com os ranídeos crescida na beira do rio com os roedores subida nas árvores com os micos uma philosophia com gosto de erva

na polpa da língua

amassada na palma

da mão pra matar a sede de verdes por dentro

verdes por dentro e imaginação imaginação sobre todas as coisas é disso que gosta a protonathural imaginação na frente da floresta dos símbolos ainda não tocados pelo vento

tangidos de tempo

imaginação algoritmica ergonathuralíssima ventos intrafluxors redemoinhados por dentro ventos impossíveis de reverter às origens

imaginação e arrojo imaginação como desafio velado imaginação para adiante dos olhos imaginação e identidade imaginação e contradição imaginação e auto-conhecimento imaginação e pés no chão

a protonathural não vive sem imaginação imaginação como oxigênio pela manhã à tarde à noite imaginação menmônica  presentista futura e espacial

a imaginação não deixa as pitangas verdes cairem do pé

a imaginação nada com os peixes nos rios trepa nas árvores com os macacos sopra na taquara doce de mel adentra as tocas escondidas com os pequenos mamíferos

a imaginação é filha da razão fugida de casa viaja todos os espaços se alimenta do vento e cresce com o tempo

imaginação muitos mundos na ponta do pensamento

imaginação antes dos esforços inúteis da razão

imaginação como elemento essencial à philosophia protonathural

imaginação que faz os objetos mudarem de lugar imaginação

que transverte os códigos

a protonathural não vive não sonha não reage se não tiver imaginação

imaginação como alavanca de mover mundos criar novas matrizes no tempo

no vento

imaginação dentro dos pinhões maduros

imaginação com gosto de sal imaginação como mel no interior das madeiras podres

imaginação no interior da amêndoa do fruto palavra turboanímora

imaginação

espírito irrequieto na matéria imaginação na crista do pensamento para todas as artes imaginação sem sair do lugar imaginação viajante universal imaginação nos sonhos imaginação nos repentes de linguagens

imaginação na nathureza dos objetos

noética a intenção da protonathural distender o ímpeto pela imaginação

extensão na extensão

o pensamento quer fugir da razão conformada

extensão na extensão

não domino as linguagens

elas que me arrebatam

conduzem ao seus mundos imaginários

o artista como produto da sua linguagem linguagens

o não-tutor do signo o não-padrasto o artista

objeto com os objetos nas correntezas dos grandes rios da língua

a protonathural pega os mosquitos no ar como os passarinhos

é cosmogônica teocrática e governamental

a protonathural nasce cresce e voa

não morrerá como os passarinhos

fica no ar anímica quando todos passam

reverte às origens passeia com os lagartos pelos carreiros

é oportunista

ataca de surpresa quando o artista dorme

a protonathural tem seguro de vida e o artista é seu exclusivo beneficiário.

 

 

Meu amigo Guilherme Viés o philósopho morreu como sempre acontece com nós que morremos (esperada ou inesperadamente) partiu para os espaços difusos da re-consciência

tempo frio as águas do Iguaçu revoltas no reservatório da usina nenhum lambari pescado naquele dia os conceitos não caíam na minha rede como deveriam cair lambaris conceitos eclipsemas casos intelectuais fatos do pensar acidentes dos sentidos os peixes no frio das águas naquele dia negro ausentes de vez de mim os peixes leixes treixes

ausentes de vez de mim o amigo philósopho deixou no ar deste mundo um monte de silogismos aforismos sentenças assertivas proposições escólios eclipsemas simples de se brincar desafiar e enganar o tempo pra melhor sua pretensão foi bem maior bem maior do que isso na verdade sua módica pretensão era de alcançar o superestruturalismo universal do futuro muito trabalho inescrito de compor no jardim da casa em noites nefritantes de esplendor noites de philósophos contra e à favor as vozes antigas do ocidente racionalista um que outro bruxo oriental perpassando a tela monolítica da razão as vezes até por respeito às linguagens poéticas que apareciam um que outro nome era lembrado admitido naquele céu do pensamento enlevado

meu amigo não admitia o visionário só pelo visionário por trás de tudo era de zunir o motor da razão a razão dilaceradora beligerante a alavancar a vida e as obras dos homens

nada de philosophia deixou escrito não materializou em palavras o gesto amplo no espaço da razão :menmônico o arquivo no tempo ficará no tempo:

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* jAirO pEreIra. Nascido em 23/03/56 em Passo Fundo-RS. vive e trabalha em Quedas do Iguaçu-PR. editou sete livros, sendo: O artista de quatro mãos – contos – ; O antilugar da poesia – manifesto poético – ; Signo de minha prática – poesia – ; Meus dias de trabalho – poesia – ; O abduzido – romance/ensaio e o livro-poema Capimiã pela Editora Medusa, Coleção Ruptura Réptil e ESPIRITH OPÉIA, Editora dos Recusados, poesia. tem ensaios e artigos publicados em várias revistas e jornais (revistas escritas e eletrônicas como TANTO, EM TEMPO, A ARTE DA PALAVRA, BLOCOS, VERBO 21, PALAVREIROS,ONTEM CHOVEU NO FUTURO, REVISTA ZUNÁI, CRONÓPIOS, CAPITU, as últimas três de São Paulo e outras). foi premiado em oito concursos literários em conto, poesia e teatro. destaques para o concurso nacional de contos Paulo Leminski de Toledo-PR, concurso de textos de teatro do Estado do Paraná, 1982, em que ganhou o primeiro prêmio com a peça Lamparinas, infantil. realizou inúmeras exposições de pintura no Estado do Paraná. teve poemas publicados na Revista Coyote de poesia contemporânea editada por Marcos Losnak, Ademir Assunção e Rodrigo Garcia Lopes. escreveu resenhas sobre poesia. seu livro O abduzido o tornou conhecido nacionalmente e consta de diversos sites e mecanismos de busca na Internet. obteve resenhas nacionais sobre o livro O abduzido podendo destacar as de Hélio Consolaro, São Paulo, Ricardo Alfaya, Rio de Janeiro. atualmente desenvolve a sua filosofia estética que está diluida em toda sua obra. participou também daAntologia Passagens organizada por Ademir Demarchi, em que reuniu 26 poetas contemporâneos do Paraná. escreve ensaios sobre semiótica, poesia, filosofia e outros, remetendo para revistas escritas e eletrônicas brasileiras. participou do Barnaleko jornal de cultura & informação. concedeu entrevistas para o site A casa de arabella, Balacobaco de Rodrigo de Souza Leão, o próprio Barnaleko e Adriano Justino para o Jornal Gazeta do Povo. Foi publicado na revista eletrônica SLOPE de poesia, norte-americana, em seleção de poetas brasileiros, sob coordenação de Mauro Faccioni Filho e também no site Cronópios, Revista Menmozine 2, Jornal da Biblioteca do Estado do Paraná e na Revista Ontem choveu no futuro, de Mato Grosso do Sul, editada por Douglas Diegues. 

Possui inéditos o romance/rapsódia O ANJO VINGADOR DOS POETAS RECUSADOS, 530 pgs., mais três livros de poemas, um de contos e um de ensaios que reúne todos seus artigos/ensaios publicados na Internet.

Dados e endereço: 

  • jAirO pEreIrA
  • RUA GUAJUVIRA n. 1848
  • Quedas do Iguaçu-PR
  • CEP 85.460.000 – Cx. Postal: 99
  • Fone/fax: x46-3532-1540
  • E-mail: jairopereiraadv@hotmail.com

One Comment

  1. Posted 5 setembro, 2014 at 5:29 pm | Permalink

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