BÁRBARA LIA

Tristessa

Bárbara Lia

Bárbara Lia, poeta e professora de História. Vive em Curitiba há vinte anos com os filhos Paula, Tahiana e Thomas. Recebeu menção honrosa no Projeto Orpheu - UBE-RJ, categoria crônica em 1997. Finalista dos concursos de poesia Leminski (2.000), Alberto Cardoso (2.000) e Pinheiro do Paraná (2.002). Teve poemas publicados nos jornais literários Garatuja (RS), Mulheres Emergentes (MG) e Rascunho (PR), e nas revistas literárias Etctera, Coyote n° 10, e Zunái. O site Capitu publicou seu poema-epopéia Uma lua em teu ventre. Em dezembro de 2004 lançou o primeiro livro de poesias, O sorriso de Leonardo (Kafka Edições Baratas, Curitiba-PR).

Bárbara Lia, poeta e professora de História. Vive em Curitiba há vinte anos com os filhos Paula, Tahiana e Thomas. Recebeu menção honrosa no Projeto Orpheu - UBE-RJ, categoria crônica em 1997. Finalista dos concursos de poesia Leminski (2.000), Alberto Cardoso (2.000) e Pinheiro do Paraná (2.002). Teve poemas publicados nos jornais literários Garatuja (RS), Mulheres Emergentes (MG) e Rascunho (PR), e nas revistas literárias Etctera, Coyote n° 10, e Zunái. O site Capitu publicou seu poema-epopéia "Uma lua em teu ventre". Em dezembro de 2004 lançou o primeiro livro de poesias, O sorriso de Leonardo (Kafka Edições Baratas, Curitiba-PR).

ame quem te ama e conheça o inferno

fogo a fogo no porão do medo
fogo a fogo no cabelo da Medusa
atiçando cobras
atiçando demos.
ame quem te ama e conheça a dor
amputar pernas braços sexo e coração.
ame quem te ama
nesta luta cega
boitatás no milharal
não sobra espiga sobre espiga
e o espantalho, mudo, tira o chapéu
e dança triste no chão de palhas.
ame quem te ama e conheça o inferno
dois sustos travestidos de sons
querendo narrar o que o humano não narra
escrevendo em aramaico o avesso do vivido.
ame quem te ama
e se arrependa de viver rezando pelo amor.
ame quem te ama
e descubra
a agulha fina e gelada do olhar
o rio de deus que rola tua nuca quando ele te toca
o que é não sentir o corpo do outro
cópula de luz.
o que é ter a língua presa o corpo preso o gesto preso
e a alma livre pluma de algodão te levando onde não quer
onde não deve estar, nem teus pés, nem tuas mãos

Bárbara Lia (A última chuva)

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