POETAS DAS MINAS GERAIS – Guimarães Rosa

Saudade

Guimarães Rosa

 

João Guimarães Rosa mais conhecido como Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata. Os contos e romances escritos por João Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaismos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.

João Guimarães Rosa mais conhecido como Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata. Os contos e romances escritos por João Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.

Saudade de tudo!… 

Saudade, essencial e orgânica, 
de horas passadas 
que eu podia viver e não vivi!… 
Saudade de gente que não conheço, 
de amigos nascidos noutras terras, 
de almas órfas e irmãs, 
de minha gente dispersa, 
que talvez ainha hoje espere por mim… 

Saudade triste do passado, 
saudade gloriosa do futuro, 
saudade de todos os presentes 
vividos fora de mim!… 

Pressa!… 
Ânsia voraz de me fazer em muitos, 
fome angustiosa da fusão de tudo, 
sede da volta final 
da grande experiência: 
uma só alma em um só corpo, 
uma só alma-corpo, 
um só, 
um!… 
Como quem fecha numa gota 
o Oceano, 
afogado no fundo de si mesmo…

2 Comments

  1. Posted 23 maio, 2012 at 4:19 pm | Permalink

    Gostaria de saber o porque de certo saudosismo poetico de certos poetas que não se veem no meio de seu povo que pede uma voz. E ficam dando volta em torno de sua subjetividade, sem a coragem de olhar para o social de sua gente. E, ficando assim, enrolados em sua espectral visão, parecem mais uma bandeira sem pátria. Por quê?
    Ah, se minha terra encontrasse seu rio e rumo na voz de seus poetas, cantando seu belo e delatando seu mal! Estamos no séc. XXI, é preciso ser mais concreto e descer das nuvens.

  2. karen
    Posted 28 outubro, 2014 at 8:25 pm | Permalink

    eu achei isso muito interessante porque fala um pouco da história mineira e eu achei muito legal também.


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