FERREIRA GULLAR

Maio 1964

Ferreira Gullar

 

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luis, 10 de setembro de 1930) é um poeta, critico de arte, biógrafo, memorialista e ensaista brasileiro. Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira), nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão, quarto filho dos onze que teriam seus pais, Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart. Inicia seus estudos no Jardim Decroli, em 1937, onde permanece por dois anos. Depois, estuda com professoras contratadas pela familia e em um colégio particular, do qual acaba fugindo. Em 1941, matriculou-se no Colégio São Luis de Gonzaga, naquela cidade.

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930) é um poeta, crítico de arte, biógrafo, memorialista e ensaísta brasileiro. Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira), nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão, quarto filho dos onze que teriam seus pais, Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart. Inicia seus estudos no Jardim Decroli, em 1937, onde permanece por dois anos. Depois, estuda com professoras contratadas pela família e em um colégio particular, do qual acaba fugindo. Em 1941, matriculou-se no Colégio São Luís de Gonzaga, naquela cidade.

Na leiteira a tarde se reparte 
em iogurtes, coalhadas, copos 
de leite 
e no espelho meu rosto. São 
quatro horas da tarde, em maio. 

Tenho 33 anos e uma gastrite. Amo 
a vida 
que é cheia de crianças, de flores 
e mulheres, a vida, 
esse direito de estar no mundo, 
ter dois pés e mãos, uma cara 
e a fome de tudo, a esperança. 
Esse direito de todos 
que nenhum ato 
institucional ou constitucional 
pode cassar ou legar.

Mas quantos amigos presos! 
quantos em cárceres escuros 
onde a tarde fede a urina e terror. 
Há muitas famí lias sem rumo esta tarde 
nos subúrbios de ferro e gás 
onde brinca irremida a infância da classe operária.  

Estou aqui. O espelho 
não guardará a marca deste rosto, 
se simplesmente saio do lugar 
ou se morro 
se me matam. 

Estou aqui e não estarei, um dia, 
em parte alguma. 
Que importa, pois? 
A luta comum me acende o sangue 
e me bate no peito 
como o coice de uma lembrança. 

Ferreira Gullar 

Mais sobre Ferreira Gullar em 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar

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