Poetas

Abelardo Belarmino

Biografia

Abelardo L. Belarmino (1933TaubatéSão Paulo — 1994) foi um escritorensaístapoeta e dramaturgo brasileiro.

Grande pensador interiorano, Belarmino foi um homem culto, autor de mais de duas dezenas de peças e dois livros de poesias dedicados à sua cidade natal. Destacam-se em suas obras a peça “Ananke, fatalidade suprema” e seu soneto “O vale do bandeirante” agraciado com o reconhecimento póstumo pela Academia Paulista de Letras, poema esse que homenageia a fundação de Taubaté, publicado em 1982.

Ainda foi de grande destaque seus ensaios para revista acadêmica “Sophus” na década de 70.

Obras Publicadas:

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Abgar Renault

Biografia

 

Abgar de Castro Araújo Renault (Barbacena, 15 de abril de 1901 — Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1995) foi um professor, educador, politico, poeta, ensaista e tradutor brasileiro. Ocupou a cadeira número 12 da Academia Brasileira de Letras e a cadeira número 3 da Academia Brasileira de Filologia.

Abgar de Castro Araújo Renault (Barbacena, 15 de abril de 1901 — Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1995) foi um professor, educador, político, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro. Ocupou a cadeira número 12 da Academia Brasileira de Letras e a cadeira número 3 da Academia Brasileira de Filologia.

Era filho de Léon Renault e de Maria José de Castro Renault. Foi casado com D. Ignês Caldeira Brant Renault, com quem teve dois filhos, Caio Márcio e Luiz Roberto.

 

Sua formação escolar deu-se toda em Belo Horizonte, onde começou a exercer o magistério. Trabalhou como professor no Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, e na Universidade Federal de Minas Gerais. Mudou-se posteriormente para o Rio de Janeiro onde deu aulas no Colégio Pedro IIe na Universidade do Distrito Federal.

Foi eleito deputado estadual por Minas Gerais, e exerceu o cargo de direção no Colégio Universitário da Universidade do Brasil e no Departamento Nacional da Educação. Foi ainda secretário da Educação do Estado de Minas Gerais em dois governos, quando se notabilizou por incentivar o ensino no meio rural. Depois disso foi também ministro da Educação e Cultura no governo de Nereu Ramos e ministro doTribunal de Contas da União. Dirigiu o Centro Regional de Pesquisas Educacionais João Pinheiro em Belo Horizonte.

No período de 1956 a 1959 foi membro da Comissão Internacional do Curriculum Secundário da Unesco. Em 1961 atuou como consultor da Unesco na Conferência sobre Necessidades Educacionais da África, em Adis Abeba. Em 1963 participou da Comissão Consultiva Internacional do The World Book Encyclopædia DictionaryEUA. Foi membro da Comissão Consultiva Internacional sobre Educação de Adultos, também da Unesco nos anos de 1968 a 1972. Representou o Brasil em numerosas conferências internacionais sobre educação emLondresGenebraParisTeerãBelgrado e Santiago do Chile. Por várias vezes foi eleito membro da Comissão de Redação Final dos documentos dessas reuniões. Esteve no Conselho Federal de Educação e no Conselho Federal de Cultura. Foi nomeado Professor Emérito daUniversidade Federal de Minas Gerais. Como professor, esteve sempre ligado à educação e preocupou-se com a língua portuguesa, de que foi um conhecedor exímio e representante fiel.

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Foi membro da Academia Mineira de Letras, da Academia Municipalista de Letras de Belo Horizonte e da Academia Brasiliense de Letras. Pertenceu ao Instituto de Estudos Latino-Americanos daUniversidade de StanfordCalifórniaEUA, e foi Presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa de Belo Horizonte.

Abgar Renault registrou todos os seus estudos e reflexões em A palavra e a ação, de 1952, e em Missões da Universidade, de 1955. Além disso, foi um grande poeta. Fez parte do grupo surrealista moderno e participou do movimento modernista de Minas Gerais. A partir daí aumentou sua participação na literatura contemporânea. Apesar de ter sua obra associada ao Modernismo, fazia uma poesia original, não ligada a nenhuma escola poética.

Como tradutor especializou-se em poetas alemãesespanhóisinglesesestado-unidenses e franceses. Era um especialista em Shakespeare. Sua poesia tem sido incluída em antologias no Brasil e no exterior.

Obras Publicadas

  • Sonetos antigos (1968)
  • A lápide sob a lua – poesia (1968)
  • Sofotulafai – poesia (1971)
  • A outra face da lua – poesia (1983)

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Adalcinda Camarão

Biografia

Adalcinda Magno Camarão Luxardo (Muaná, Ilha de Marajó18 de julho de 1914 – Belém17 de janeiro de 2005) foi uma poetisa ecompositora paraense.

Estudou em Belém no colégio D. Pedro II e no Instituto de Educação e nessa cidade desenvolveu todo o seu trabalho cultural. É autora de vários livros de versos como: “Baladas de Monte Alegre”, “Entre Espelho e Estrelas”, “Folhas”, “Vidências”, escreveu para rádio, teatro e jornais e revistas da Amazônia desde os dez anos de idade.

No ano de 1938, Cléo Bernardo e um grupo de colegas de faculdade de Direito, fundaram Terra Imatura, revista mensal de estudantes, cujo título foram buscar em um romance regionalista de Alfredo Ladislau. Terra Imatura ganhou importância nas letras paraenses, onde despontavam Adalcinda e sua irmã Celeste CamarãoDulcinéia ParaenseMirian MoraisPaulo Plínio AbreuRuy Barata e outros mais, na poesia, alguns formando a redação da revista.

Em 1956, Adalcinda viajou para os EUA, com Bolsa de Estudo oferecida pelo Departamento de Estado, com o Departamento de Educação e recomendada pela Embaixada Americana no Brasil. Fez mestrado em Educação e lingüística (American Univerity e Catholic University, EUA, de 1956 a 1959).

Recebida como membro efetiva e perpétua da Academia Paraense de Letras em janeiro de 1959, ocupou a cadeira nº 17 e teve como patronoFelipe Patroni. Casou-se com o cineasta Líbero Luxardo, também da Academia Paraense de Letras, com quem teve um filho. Fixou residência nos Estados Unidos, em Washington, sem esquecer a sua academia, mandando de quando em vez, seus belos poemas para a revista.

A poetisa dos Anos Trinta, aquela que escrevia em Terra Imatura, muito jovem ainda, continuou florescendo e encantando a todos. Na Terra Imatura, número de março de 1939, encontramos o Poema “Bujarronas do Guamá”.

Adalcinda, muito embora ausente, nunca pensou em abandonar ou deixar a sua Academia. Seus versos mais recentes, cada vez mais untados de amor, são mandados para divulgação. Na revista, volumes xxviii, de 1987, podem encontrar “três poemas”, um dedicado ao filho: “Trinta de Abril”.

Voltando à Terra Imatura do saudoso Cléo Bernardo, lê-se muitas outras produções de Adalcinda, produzidas nos anos trinta, quando já era selecionada entre “os poetas modernos da Amazônia”, ao lado de Bruno, do Dalcídio, do Nunes Pereira, do Ruy Barata, todos pondo o maior vigor e vida à corrente modernista da poesia, desencadeada em 1922, em São Paulo e que alcançava as margens do Rio-Mar. No número 13, referente a dezembro de 1940, a revista agrupou vários poetas, transcrevendo, de cada um, magníficos versos da escola moderna. Adalcinda lá está. Aparece com “Explicação Inútil”.

A revista Terra Imatura, naqueles anos distantes, teve grande papel no aprimoramento cultural dos jovens, ela e outras mais, como o Pará Ilustrado, de Edgar Proença, A Semana, do Ernestino Sousa Filho, Brasileis, de Silvio Meira, com a característica de serem mensais, a A Semana a única semanal. Hermógenes Barra, na Revista da Veterinária, também prestou relevante serviço as letras do Pará, não somente através da revista, como principalmente, pela tipografia que possuía e que acolhia a todos.

Publicou, durante muitos anos, todas as teses de concurso de cátedra ou docência, livros de Antônio TavernardAugusto MeiraBruno de Menezes e tantos outros.

Adalcinda Camarão, ou simplesmente Adalcinda, é desse tempo, uma das grandes animadoras da PRC-5, a rádio de Edgar Proença, Lorival Penálber e Eriberto Pio. “A voz que fala e canta para a planície”.

Adalcinda sintetiza uma época, merecendo ser lembrada, ou relembrada, distante que está na terra de Tio Sam. Mas, Adalcinda não parou, sua pena e sua lira continuaram a emitir belos sons em terra distante, não esquecendo jamais o torrão natal, de que são prova os belos versos, mandados de Washington, D.C.,Divulgados pela A Província de 7 de março de 1989, extraído do livro Folhas: “Voz”. De 1956 a 58, trabalhou em conferência e entrevistas para a Voice of América, em Washington, D.C., onde permaneceu radicada.

De 1957 a 60, ensinou Português para estrangeiros, na La Case Academy of Languages e Sanz School. Em 1960, abriu o Departamento de Português da Georgetown University (Institute of Languages and Linguístics), onde também ensinou Literatura do Brasil e de Portugal, de 1960 a 1965.

Lecionou Português na American University em 1974 e 1975; na Graduate School of the Agriculture Department, de 1966 a 1977; na Casa Branca, para assistentes dos presidentes Nixon e Ford, em 1974 e 1975; na Arlington Adult Education, 1986, 1987 e 1988. Trabalhou naEmbaixada do Brasil, em Washington, D.C., de 1961 a 1988.

Em 2000, retornou para Belém, depois de 44 anos morando nos Estados Unidos e no dia 17 de janeiro de 2005, às 17h, morre por complicações em decorrência pela idade avançada. Aos 91 anos, Adalcinda faleceu em casa.

Obra

  • Livros:
    • Despetalei a Rosa. Poesia, 1941;
    • Vidência. Poesia, 1943;
    • Baladas de Monte Alegre. Poesia, 1949;
    • Entre Espelhos e Estrelas. Poesia, 1953 (Premiado como o melhor livro do ano pelo Governo do Estado);
    • Caminho do Vento. Poesia, 1968;
    • Folhas. Poesia, 1979;
    • A Sombra das Cerejeiras. Poesia, 1989; e
    • Antologia Poética. Poesia, Belém, CEJUP, 1995.
  • Teatro
    • Um Reflexo de Aço, 1955; e
    • O Mar e a Praia, 1956)
  • Folclore
    • Lendas da Terra Verde, 1956
  • Educação
    • Brasil Fala Português. Livro Escolar, 1964 e
    • Comentários no Espaço e no Ar (At the Red Lights, em inglês, 1977).

É detentora de inúmeras medalhas condecorativas e diplomas. Dos EUA, colaborou com os jornais paraenses. A Província do ParáO Estado do Pará e O Liberal.

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Adalgisa Nery

Biografia

 

 

Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira, ou Adalgisa Nery (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1905 - Rio de Janeiro, 7 de junho de 1980), foi uma poeta e jornalista brasileira.

Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira, ou Adalgisa Nery (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1905 - Rio de Janeiro, 7 de junho de 1980), foi uma poeta e jornalista brasileira.

Adalgisa nasceu menina pobre e teve uma infância triste. Era filha de um modesto funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro e ficou órfã de mãe aos 8 anos de idade. Estudou como interna em um colégio de freiras e, naquela época, já era vista como “subversiva” por defender as “órfãs” (categoria comum nos colégios religiosos da época), consideradas subalternas e maltratadas. Por essa razão, acabou sendo expulsa da escola. Portanto, única educação formal que recebeu na vida foi a do curso primário, feito dos 9 aos 12 anos.

 

Aos 15 anos apaixonou-se por um vizinho, o pintor Ismael Nery, um dos precursores do Modernismo no Brasil, com quem casou aos 16 anos. O casamento durou 12 anos, até a morte do pintor em 1934. A partir do casamento, Adalgisa mergulhou em uma vida trepidante, que lhe proporcionou a entrada em um sofisticado circuito intelectual graças a freqüentes reuniões em sua casa, uma estada de dois anos na Europacom o marido, e a conseqüente aquisição de cultura. Mas a vida de Adalgisa foi também muito marcada pelo sofrimento e pela relação conflituosa, muitas vezes violenta, com o marido. O casal teve sete filhos, todos homens, mas somente o mais velho, Ivan, e o caçula, Emmanuel sobreviveram.

Em 1959 publicou o romance autobiográfico A Imaginária, que se tornou seu maior sucesso editorial. Adalgisa, usando como alter ego a personagem Berenice, descreveu como o fascínio que sentia pelo marido no início do casamento foi substituído por um verdadeiro sentimento de terror pela violência que ele podia assumir na vida cotidiana.

Viúva aos 29 anos, sem muitos recursos e com dois filhos para criar, Adalgisa foi trabalhar primeiro na Caixa Econômica, mas depois conseguiu arranjar um cargo no Conselho do Comércio Exterior do Itamaraty.

Em 1937 lançou um primeiro livro de poesia, intitulado Poemas. Em 1940 casou-se com o jornalista e advogado Lourival Fontes, que era o diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado por Getúlio Vargas em 1939, para difundir a ideologia do Estado Novo.

Seguiu o marido em funções diplomáticas, em Nova York de 1943 a 1945 e como embaixador no México em 1945. No México desenvolveu amizade com os pintores Diego RiveraJosé Orozco (ambos a retrataram), Frida KahloDavid Siqueiros e Rufino Tamayo. Em 1952, viajou novamente àquele país, como embaixadora plenipotenciária, para representar o Brasil na posse do presidente Adolfo Ruiz Cortines.

O casamento com Lourival durou 13 anos e a separação ocorreu quando ele se apaixonou por outra mulher. Em razão do grande sofrimento, e apesar de seu valor literário ser reconhecido não só no Brasil como na França, Adalgisa resolveu destruir a própria fama e renegar sua obra. A partir daí, tornou-se jornalista, escrevendo para o jornal Última Hora e política. Foi eleita deputada três vezes, primeiro pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e depois, no tempo do bipartidarismo, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 1969 teve o mandato e seus direitos políticos cassados.

Pobre e desamparada, sem ter onde morar, passou parte dos anos 19741975 em uma casa do comunicador Flávio Cavalcanti, em Petrópolis, onde viveu como reclusa. Contrariando seu propósito de nunca mais dedicar-se à literatura, escreveu e publicou ainda dois livros de poesia, dois de contos, um de artigos e um romance, Neblina. O romance foi dedicado a Flávio Cavalcanti, reconhecido como “dedo-duro”, em gratidão pelo acolhimento que lhe dera. No conflito entre o que seria “politicamente correto” e a lealdade a um amigo, Adalgisa escolheu, sem hesitar, o caminho do afeto. Em razão disso, o livro foi ignorado pela crítica.

Em maio de 1976, sem ter doença alguma, ela resolveu internar-se em uma casa de repouso de idosos, em Jacarepaguá. Um ano mais tarde, sofreu um acidente vascular cerebral e ficou afásica e hemiplégica. Três anos mais tarde, Adalgisa faleceu.

Obra

 

  • Poemas, 1937
  • A mulher ausente (poemas), 1940
  • Og (contos), 1943
  • Ar do deserto (poemas), 1943
  • Cantos de angústia (poemas), 1948
  • As fronteiras da quarta dimensão (poemas), 1952
  • A imaginária (romance), 1959
  • Mundos oscilantes (poemas) 1962
  • Retrato sem retoque (crônicas), 1966
  • 22 menos 1 (contos), 1972
  • Neblina (romance), 1972
  • Erosão (poemas), 1973

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Adão Ferreira

Biografia

 

 

Adão Ferreira (Dracena, 9 de julho de 1947 — Gurupi, 1 de junho de 2006) foi um politico, poeta e compositor brasileiro.

Adão Ferreira (Dracena, 9 de julho de 1947 — Gurupi, 1 de junho de 2006) foi um político, poeta e compositor brasileiro.

Filho de Dalfino Ferreira Neto e Berlamino Monteiro de Souza, Adão fez as primeiras letras em sua terra natal. Depois, em 1959, na companhia de seus pais e seis irmãos, veio morar em Gurupi, no então médio norte de Goiás, hoje, base territorial do estado do Tocantins. Foi vereador de Gurupi por um período de 12 anos, onde também ocupou a presidência do legislativo municipal. Com a morte do prefeito Jacinto Nunes em1988, assumiu o cargo de prefeito no período de outubro a dezembro. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Gurupi – FAFICH, hoje, Faculdade Unirg, da qual lutou incasavelmente para a sua implantação e o reconhecimento de seus primeiros cursos.

 

Juntamente com o irmão, Milton Ferré e o poeta Adonis Delano é autor do hino oficial de Gurupi. Também é autor dos Hinos do Gurupi Esporte Clube e da cidade de Formoso do Araguaia. Foi co-fundador da Academia Gurupiense de Letras. Participava ativamente dos movimentos culturais da cidade, tendo ocupado os cargos de vice-presidente da Associação de Artes de Gurupi e de presidente da Associação dos Músicos de Gurupi e Região. Amante do futebol, Adão Ferreira participou também da Fundação da LETA – Liga Esportiva Tocantins Araguaia.

Em reconhecimento ao talento cultural de Adão Ferreira, no dia 20 de janeiro de 207, a Academia Gurupiense de Letras promoveu o lançamento de póstumo de seu livro Acordei para a Vida (Edições AGL), onde relata sua experiência como alcoólatra e de como conseguiu livrar-se do vício.

Adão Ferreira presidiu por vários mandatos o CEREA – Centro de Recuperação do Alcóolatra, dando a sua parcela na recuperação dos viciados, com testemunho positivo de sua própria vida. O intelectual era casado com Helvânia Dias Ferreira, com quem teve três filhos: Patrícia, Evaristo e Rafaella.

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Adélia Prado

Biografia

 

 

esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis. Adélia é também referência constante na obra de Rubem Alves. Professora por formação, exerceu o magistério durante 24 anos, até que sua carreira de escritora tornou-se sua atividade central. Em termos de literatura brasileira, o surgimento de Adélia representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, ainda que maternal, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa; por isso sendo considerada como a que encontrou um equilibrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem em seus textos.

Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935) é uma escritora brasileira. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela sua fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único. Nas palavras de Carlos Drummond de Andrade: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis". Adélia é também referência constante na obra de Rubem Alves. Professora por formação, exerceu o magistério durante 24 anos, até que sua carreira de escritora tornou-se sua atividade central. Em termos de literatura brasileira, o surgimento de Adélia representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, ainda que maternal, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa; por isso sendo considerada como a que encontrou um equilíbrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem em seus textos.

Filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa. Na rua Ceará daquela cidade do interior mineiro, Adélia Prado leva uma vida pacata. Inicia seus estudos no Grupo Escolar Padre Matias Lobato.

 

Em razão do falecimento de sua mãe em 1950, Adélia escreve, no mesmo ano, seus primeiros versos. No ano seguinte iniciou o curso demagistério na Escola Normal Mário Casassanta, terminando-o dois anos depois.

Obra

 

Poesia

  • Bagagem, Imago – 1975
  • O Coração Disparado, Nova Fronteira – 1978
  • Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira – 1981
  • O Pelicano, Rio de Janeiro – 1987
  • A Faca no Peito, Rocco – 1988
  • Oráculos de Maio, Siciliano – 1999
  

No livro Cacos para um Vitral,Adélia Prado usa a metáfora do vitral para explicar a relação entre a vida e Deus

Prosa

  • Solte os Cachorros, contos, Nova Fronteira – 1979
  • Cacos para um Vitral, Nova Fronteira – 1980
  • Os Componentes da Banda, Nova Fronteira – 1984
  • O Homem da Mão Seca, Siciliano – 1994
  • Manuscritos de Filipa, romance, Siciliano – 1999
  • Filandras, contos, Record – 2001

Antologia

  • Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira – 1978
  • Palavra de Mulher, Fontana – 1979
  • Contos Mineiros, Ática – 1984
  • Poesia Reunida, Siciliano – 1991 (BagagemO Coração DisparadoTerra de Santa CruzO Pelicano e A Faca no Peito).
  • Antologia da Poesia Brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim – 1994.
  • Prosa Reunida, Siciliano – 1999

Balé

  • A Imagem Refletida – Ballet do Teatro Castro Alves – Salvador – Bahia – Direção Artística de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito especialmente para a composição homônima de Gil Jardim.
  

Em toda a obra de Adélia, fica evidente a sua fé católica.

Parcerias

  • A Lapinha de Jesus (em parceria com Lázaro Barreto) – Vozes – 1969
  • Caminhos de Solidariedade (em parceria com Lya Luft, Marcos Mendonça e outros) – Gente – 2001.

Obras traduzidas

Para o inglês
  • Adélia Prado: Thirteen Poems. Tradução de Ellen Watson. Suplemento do The American Poetry Review, jan/fev 1984.
  • The Headlong Heart (Poesias de Terra de Santa Cruz, O coração Disparado e Bagagem). Tradução de Ellen Watson, New York, 1988, Livingston University Press.
  • The Alphabet in the Park (O Alfabeto no Parque). Tradução de Ellen Watson, Middletown, Wesleyan University Press, 1990.

Para o castelhano

  • El Corazón Disparado (O Coração Disparado). Tradução de Cláudia Schwartez e Fernando Roy, Buenos Aires, Leviantan, 1994.
  • Bagagem. Tradução de José Francisco Navarro Huamán. México, Universidade Ibero-Americana, a sair.

Participação em antologias

  • Assis Brasil (org.). A Poesia Mineira no Século XX. Imago, 1998.
  • Hortas, Maria de Lurdes (org.). Palavra de Mulher, Fontoura, 1989.
  • “Sem Enfeite Nenhum”. In Prado Adélia et alii. Contos Mineiros. Ática, 1984.

Referências a Adélia na obra de Rubem Alves

Estudos sobre Adélia

  • A poesia e o sagrado: traços do estilo de Adélia PradoUSP2002. (Dissertação de Mestrado) por Isabel de Andrade Moliterno
  • Fundamentos filosóficos da poética de Adelia Prado: subsídios antropológicos para uma filosofia da educaçãoUSP1996. (Dissertação de Mestrado) por Cecilia Canalle.
  • Poesia e oralidade na obra de Adélia Prado, por Rita Olivieri, PhD.
  • Epifanias do real: o olhar lírico de Adélia PradoUEFS2004. (Dissertação de Mestrado) por Claudilis da Silva Oliveira.
Precedido por
Domingos Carvalho da Silva

Prêmio Jabuti – Poesia

1978
Sucedido por
Leila Coelho Frota  

 

2 Comments

  1. Posted 21 abril, 2010 at 12:02 pm | Permalink

    Belo espaço.Bastante enriquecedor para os amantes das letras.
    Deixo, aqui, os meus parabéns por isso.
    Um grande abraço.

  2. Maria Vitarelli
    Posted 11 junho, 2011 at 2:14 pm | Permalink

    Descobri esse cantinho maravilhoso e pretendo não deixá-lo mais. Tanta ilustração sobre nossos poetas e eu que amo poesia ,e ,até cometo algumas, fiquei deslumbrada. Parabéns por esse sítio.


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