A estória de “Zé-meu-filho”…

A estória de “Zé-meu-filho”, com que nem o diabo pode, caboco do sertão nordestino comedor de peixe-pedra com arroz-de-cuxá e farinha de puba   © DE João Batista do Lago   êta mundinho escrachado mundinho do faz-de-conta por lá não se tem vergonha de enganar a nação inteira virou o Congresso cocheira ? Pelo sim; […]

A Balança

A Balança © DE João Batista do Lago Do palácio das Liberdades Nascem carnes podres Podres de direitos Podres de justiças… E então os direitos Acasalados com as justiças Geram frigoríficos Onde suas carnes são depuradas Para serem vendidas aos homens ___________________________________________________________

JOÃO BATISTA DO LAGO

Origem: http://www.cuadernodepoesia.org/J.B.do_Lago_poemas.html / http://www.cuadernodepoesia.org/Joao_Batista_do_Lago.html / http://www.cuadernodepoesia.org/excelsus.5.html   © De la traducción: Isabel Mercadé A CARNE   Há monstros!  Monstrengos há! Seus caninos afiados  feitos presas de javalis  vislumbram o ataque fatal. Mas, depois de devorada a tartaruga  percebem o grande mal que a si fizeram:  suas carnes estão sendo comidas  pouco-a-pouco são corroídas  nos palácios dos seus ancestrais. […]

MICHELINY VERUNSCHK

  HISTÓRIA     Desenterrar os mortos  e chupar seus ossos,  sugar seu mosto  de terra e sangue seco,  seu gosto secreto  de anos infindáveis,  seus arcos,  costelas,  arquitetura.     (…)   Se infeccionar com os mortos.  Triturar seus artelhos  De esponja ressequida,  Pintar de negro e noite  Os dentes e a saliva  E […]