POETAS DO MARANHÃO – Lília Diniz

NASCI NO CRIOLI DO BINA Lembrei dos fios que tecemos diariamente… Urdiduras Teço dia após dia a mortalha que vestirei Por enquanto coloco botões pequenos, grandes e coloridos (caseio meus dias sempre antes de vivê-los) Nos bordados já prontos figuram borboletas que levarão o melhor de mim (restam duas ou três, não mais) A minha […]

A estória de “Zé-meu-filho”…

A estória de “Zé-meu-filho”, com que nem o diabo pode, caboco do sertão nordestino comedor de peixe-pedra com arroz-de-cuxá e farinha de puba   © DE João Batista do Lago   êta mundinho escrachado mundinho do faz-de-conta por lá não se tem vergonha de enganar a nação inteira virou o Congresso cocheira ? Pelo sim; […]

A Balança

A Balança © DE João Batista do Lago Do palácio das Liberdades Nascem carnes podres Podres de direitos Podres de justiças… E então os direitos Acasalados com as justiças Geram frigoríficos Onde suas carnes são depuradas Para serem vendidas aos homens ___________________________________________________________

VENDILHÕES DA JUSTIÇA

Vendilhões da Justiça   Por João Melo Bentivi São Luis – MA     João Melo Bentivi Os exemplos ruins não caberiam em uma Delta Larousse. Ater-me-ei a dois! O estado do Espírito Santo é azarado: as diabruras de suas elites ultrapassam ao meu funesto Maranhão. Há pouco, uma investigação da PF flagrou toda a […]

APOCALIPSE – © DE João Batista do Lago

APOCALIPSE   © DE João Batista do Lago     I Amanhece e o sol do Oriente sangra Pássaros e borboletas – anjos de aço – Dão “bom dia!” de estanhos em fogos! A velha Palestina – enclausurada! – Parece mesmo condenada ao pranto eterno, À miragem apocalíptica de João.   II Da miserável conduta […]

JOÃO BATISTA DO LAGO

Origem: http://www.cuadernodepoesia.org/J.B.do_Lago_poemas.html / http://www.cuadernodepoesia.org/Joao_Batista_do_Lago.html / http://www.cuadernodepoesia.org/excelsus.5.html   © De la traducción: Isabel Mercadé A CARNE   Há monstros!  Monstrengos há! Seus caninos afiados  feitos presas de javalis  vislumbram o ataque fatal. Mas, depois de devorada a tartaruga  percebem o grande mal que a si fizeram:  suas carnes estão sendo comidas  pouco-a-pouco são corroídas  nos palácios dos seus ancestrais. […]